Primeiras suspeitas
AUTISMO - Eu já convivia com o filho da vizinha que tem TEA( Transtorno do Espectro Autista), tinha um pouco de conhecimento sobre o assunto, sempre gostei de pesquisar sobre o que eu não conheço.
Meu filho de 3 anos, gostava de brincar sozinho, não falava, teve um atraso significativo para começar a andar, estes foram os sinais que percebemos no nosso filho, mas como cada criança tem o seu tempo, não dei muita importância aos atrasos.
Meu marido insistiu que marcássemos um horário com uma neuropediatra pois suspeitava que o atraso poderia ser outra coisa. Levamos ele na médica e ela suspeitava de um atraso no desenvolvimento ou autismo.
Quando ela usou a palavra autismo, confesso que tive vontade de chorar, pois sei das dificuldades que os pais tem para entender e lidar com as crianças autistas, tive medo, tive incertezas, não sabia o que fazer, por onde começaria, com quem eu poderia conversar. Enfim, quando você ouve a palavra AUTISMO relacionada a seu filho (a), você pode se sentir um pouco perdido e sem saber por onde começar, mas, arregace as mangas e se junte a luta.
A partir deste dia, comecei a luta pelo meu filho, a primeira dificuldade foi conseguir as terapias, ele deveria ter sessões de Terapia Ocupacional, Psicóloga e Fonoaudióloga, liguei para todas as clínicas da região e deixei meu filho nas listas de espera, não tinham horários em razão da alta demanda de crianças com atrasos. Foi meio ano de espera e nada, ligava cada mês e meu filho estava longe de ser chamado. Tivemos novo consulta com a Neuro e ela enfatizou a urgência do início das terapias, pediu uma avaliação pelas terapeutas do espaço IMAGINAMENTE criado pelo nosso plano de saúde. Começamos as entrevistas e ele começou a frequentar o espaço e ser atendido primeiramente por uma Terapeuta Ocupacional.
Após nossa entrevista, meu filho já começou a terapia, foi um alívio, respirei aliviada, agora eu tinha ajuda.
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